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Embraer e Boeing testam combustível de cana de açucar em aviões

Por http://revistapegn.globo.com/ - 12 Jul 2016

Embraer e Boeing testam combustível de cana de açucar em aviões

Embraer e a Boeing, duas das principais fabricantes de aeronaves do mundo, irão realizar, em agosto e setembro, testes conjuntos de novas tecnologias sustentáveis, entre elas o uso de bioquerosene de aviação e inovações aerodinâmicas. Os ensaios serão realizados numa aeronave Embraer E170 e fazem parte do programa ecoDemonstrador, lançado em 2011 pela Boeing.


Esta é a primeira vez que o programa será realizado fora do território norte-americano e em parceria com outro fabricante - a união entre Embraer e Boeing foi anunciada em junho do ano passado. O ecoDemonstrador tem como finalidade permitir que novas tecnologias ligadas à sustentabilidade, mas ainda em fase de desenvolvimento, possam ser testadas em condições reais de voo.

Uma das principais inovações que será testada pelas duas companhias é o desempenho do biocombustível para aviação produzido a partir da cana-de-açúcar, tecnologia que vem sendo desenvolvida no Centro Conjunto de Pesquisa em Biocombustíveis Sustentáveis para a Aviação, mantido em parceria por Boeing e Embraer no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Segundo as empresas, o bioquerosene de aviação produzido de forma sustentável tem potencial para emitir de 50% a 80% menos carbono durante seu ciclo de vida em comparação com o querosene de origem fóssil.Outra novidade que será colocada em teste com o E170 ecoDemonstrador é a incorporação de uma tecnologia que permite reduzir o ruído aerodinâmico gerado pelas aeronaves no momento de aproximação das pistas de pouso, uma vez que o barulho produzido é um fator limitante de rotas de voos das companhias aéreas, em função das novas regulamentações de nível de ruído máximo nas imediações de aeroportos.

Os testes também irão avaliar o desempenho de uma tecnologia que poderá complementar os sistemas que fornecem informações operacionais relacionadas à altitude e velocidade da aeronave, reduzindo imprecisões decorrentes de determinadas condições ambientais, como cinzas vulcânicas ou cristais de gelo, que podem diminuir a confiabilidade do atual sistema de medição.

"Ao integrar e testar diferentes tecnologias em uma única aeronave no Brasil, contribuímos para a consolidação de um poderoso instrumento de apoio ao desenvolvimento tecnológico e à inovação", diz, em nota, o vice-presidente executivo de Operações da Embraer, Mauro Kern.
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