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Colecionar relíquias é mais do que um hábito, é quase uma religião

Filtros e o Meio Ambiente Gosto de relíquias. É assim que chamo minha mania de colecionar objetos que vai desde rádios, tvs e acessórios até carrinhos antigos e outros brinquedos. Comecei a colecionar há mais de 12 anos, poucos antes de conhecer minha mulher, Neili das Dores, de 54 anos, com quem estou casado até hoje.

Não tenho filhos, mas a família é grande. Minha mulher tem duas filhas de outro casamento, quatro netos e um bisneto, com quem convivo muito bem. Meu tempo é dedicado à NovAmérica, onde trabalho na lavoura há 17 anos e às minhas coleções que guardo a sete chaves em um quarto.

Nos meus tempos de solteiro eu reunia os amigos em uma pracinha e ficávamos ouvindo discos na vitrola, hoje retomo esse hábito no trabalho. Todos de lá sabem da minha paixão por música e da minha coleção de rádios e discos, por isso muitas vezes levo LPs de estilos variados para tocar no campo, mas a maioria gosta mesmo é de sertanejo.

Tenho aproximadamente 20 rádios e 200 discos de vinil, todos funcionando. Tudo isso somado às minhas outras coleções são o que chamo de MINHA VIDA, por isso não consigo ter preferência por nenhum e muito menos me desfazer de um deles.

A maioria dos rádios comprei por um preço bem barato, mas já cheguei a ganhar alguns aparelhos, uns quebrados e outros não, de pessoas que adquirem modelos mais modernos. E foi assim que aprendi a consertá-los e chego até a prestar esse serviço para o pessoal do meu bairro.

Cada objeto tem uma história, mas depois de tantos anos como colecionador não consigo me lembrar de todas. Os mais antigos trago dos anos 70 e 80, de onde são também meus cantores preferidos. O grupo Abba... Ahhh!! E o Amado Batista.




Tem coisas que a gente não esquece

"Quando eu o conheci, ele já fazia arte. A mãe dele errou o nome, deveria se chamar Pedro, como o Pedro Malasarte que era 'malandro', criativo, sonhador e uma figura tradicional dos contos populares", explicou Dona Neili que chama de arte as outras aptidões do marido.

Além de ter construído a própria casa, S. Benedito mostra com orgulho o banheiro externo em formato arredondado e em um dos quartos, a estante e o armário, tudo feito por ele. Ainda na frente de casa, um motor de geladeira no chão chama a atenção, e ele explica que o transformou e hoje utiliza para encher pneus de bicicleta.

"Eu não me incomodo com as coisas que ele guarda ou cria. Ele fica todo o tempo livre mexendo nelas. Esse é o espaço é para o lazer dele", finaliza Neli já esperando para descobrir quais serão as novas "artes" de S. Benedito.
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