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A arca de Noé dos tempos atuais

Filtros e o Meio Ambiente Visitamos uma família no ano passado um tanto peculiar e passamos a conhecê-la mais de uns tempos para cá. Na entrada da casa existe um portal de metal e, ao chamar um dos moradores, já conseguimos ouvir sons bastante diferentes daqueles habituais da cidade.

Nesta casa existem cerca de 600 moradores, vindos das mais diversas regiões do Brasil, com suas particularidades, hábitos e jeito de ser. Dentre tantos, existem alguns com grandes histórias de vida. Joaquim perdeu a família quando criança, seu nome nos livros científicos é Leopardus tigrinus, popularmente conhecido como gato do mato, e foi acolhido pela grande família chamada APASS (Associação Protetora dos Animais Silvestres de Assis).

Dependente de remédios, Marie chegou ao novo lar sofrendo de epilepsia e foi recebida com tanto carinho que, atualmente, deixou de sofrer deste mal. A filhote de onça parda (Puma concolor capricornensis) não para um instante e, mesmo sendo de uma espécie um tanto agressiva, tem seu lado dócil.

Chicão, o macaco prego (Cebus robustu) apaixonado por mulheres loiras, é esperto e muito charmoso. Ele chegou a APASS dentro de uma caixa de 1mX1m, amarrado a uma coleira e um cinturão (do tipo cinto de castidade). Hoje ele tem um viveiro de 4mx4mx4m , corre de um lado para outro com a sensação de liberdade, porém continua a flertar com moças de cabelos loiros que passam por lá.

Um morador com uma história nada engraçada é o Dudu (Cebus apella robustu), outro macaco prego que viveu preso em uma casa, sob os caprichos de uma senhora. Chegou em seu novo lar com uma caixa de brinquedos a tiracolo, vestindo um elegante suspensório, só tomava quick de morango e adquiriu o hábito de trocar a noite pelo dia, como fazia sua antiga dona. Devido a tudo isso, perdeu os movimentos da musculatura, mas em sua nova casa ganhou tratamento VIP e passou a fazer sessões de acupuntura melhorando sua qualidade de vida.

Com nome de ator de novela mexicana, Cesar Ramos é um papagaio grego (Amazona sp - originário da Amazônia) resgatado pela Polícia Civil após denúncia de tráfico de drogas. Ele foi encontrado em uma das casas onde haveria suspeita de venda de entorpecentes. Em meio a tumultos e pessoas falando ao seu redor ele logo grita: "Olha a polícia! Mataaa! Mataaa!".

De acordo com os responsáveis pela Associação muitos animais não voltam para natureza, mesmo depois de passarem por tratamentos veterinários, porque não conseguem se readaptar à vida selvagem. "Animais adultos feridos e aves que passam por um período de recuperação, após serem resgatados, conseguem voltar para a mata mais rapidamente, em contrapartida, macacos e onças dificilmente conseguem desenvolver suas habilidades para voltarem ao seu habitat", comentou Marinho, diretor da Associação.



A APASS - Trajetória

Um ex-bombeiro e uma ex-comerciante juntos por uma única causa, fazer as pessoas entenderem que animal silvestre não é PET. Este foi um dos motivos que levou Marinho e Natália a oficializaram a APASS como uma Associação.
Após atender várias ocorrências para resgatar animais silvestres feridos e abandonados e passar a cuidar deles em sua própria casa, Marinho decidiu legalizar a entidade. A vontade começou em 1994, mas foi formalizada em 2000 e era mantida com recursos próprios do casal e dos lucros da loja de sapatos.

"Resolvemos fechar a loja e continuar apenas com o projeto para buscarmos patrocínio, doações, etc. Com o tempo surgiram parcerias com algumas empresas da região para doação de alimentos, tratamento veterinário e construção de instalações mais adequadas", contou Natália, Diretora Executiva da APASS.

Em 2006, Marinho e Natália mudaram para chácara onde residem atualmente, localizada na Estrada da Cabiúna, em Assis-SP. No início pagavam aluguel da propriedade, três anos depois a prefeitura desapropriou o local e cedeu para a Associação dar continuidade às suas ações.

O trabalho da APASS é atender os animais silvestres feridos, abandonados, perdidos na cidade, vindos de apreensões ou entregues por moradores. Após a recuperação do animal, ele é devolvido em área natural. Caso não seja possível a recuperação ou soltura, a Associação continua cuidando deles enquanto viver em.

"O trabalho que desenvolvemos aqui é para deixarmos tudo funcionando adequadamente, para que consigamos viver harmoniosamente (humanos-animais-vegetais), lembrando que vivemos numa mesma cadeia, onde cada ciclo interrompido gera problemas para todos", finalizou Marinho.



Parcerias

No início deste ano, a NovAmérica iniciou uma parceria com a Associação para o plantio de duas mil mudas de árvores, juntamente com o apoio da CART (Concessionária Auto Raposo Tavares), do Escoteiro Carajuru, do Grupo Bandeirantes e do Rotary Assis Norte. Ainda, construiu um viveiro para os macacos prego e para os saguis.

"Ao conhecer o trabalho desenvolvido pela APASS ficamos encantados com a dedicação e cuidado destinados aos animais, a parceria que estabelecemos com eles só veio reforçar ainda mais o comprometimento da empresa com o meio ambiente e o quanto estamos empenhados em participar de iniciativas ligadas à sustentabilidade", afirmou Máyra Teixeira, Engenheira Agrônoma.
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